6 de jul. de 2021

Famílias seguem endividadas em Pernambuco, diz pesquisa da Fecomércio-PE

Foto: Felipe Ribeiro/Arquivo Folha
O percentual de famílias pernambucanas endividadas ficou em 79,5% no mês de junho, representando um recuo de 0,5 ponto percentual em relação ao mês de maio e de 4,4 pontos percentuais na comparação com o mesmo mês de 2020.

O resultado foi uma quebra na tendência de alta da proporção de famílias com dívidas em Pernambuco, que alcançou 80,1% no mês anterior e se encontrava em 78,1% e 79,2% em janeiro e março, respectivamente. Os dados são da pesquisa de famílias pernambucanas endividadas da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE).

O levantamento também observou que o percentual de famílias com contas atrasadas, continuou subindo no final do semestre, de 31,9% para 33,2%. O resultado de junho foi o terceiro aumento consecutivo no indicador, que já acumulou elevação de 4,4 pontos percentuais em relação a março e de 5,2 pontos em relação a janeiro.

A proporção de famílias que se dizem sem condições de pagar as dívidas em atraso também cresceu em junho, saindo de 13,1% para 14,3%.

Como um dos motivos para o aumento do orçamento das famílias pernambucanas, estão itens essenciais, como alimentos, medicamentos, gás de cozinha e energia elétrica, de acordo com a pesquisa da Fecomércio-PE. Segundo o assessor econômico da Federação, Ademilson Saraiva, o impacto acaba afetando o poder de compra e a capacidade de realizar os compromissos financeiros.
“A primeira ação das famílias é conseguir continuar consumindo o básico nesse momento. Os preços estão em elevação, alimentação, combustível, energia, tem perspectivas de aumentos, então acaba que as famílias para continuar consumido recorrem a outros meios de pagamentos, como cartão de crédito e acaba elevando o endividamento”, disse Ademilson.
A pesquisa aponta que 95,4% das famílias estão endividadas por terem recorrido ao uso do cartão de crédito. Entre demais tipos de dívidas mencionadas, destacam-se o endividamento por carnê, segundo tipo mais citado (25,6%) e o cheque especial (13,5%).

Da redação | PE+ Notícias
Com informações da Folha PE

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